Apesar da violência e escassez de mão de obra qualificada, Brasil sobe uma posição no Índice de Marcas das Nações
Estudo mostra que o país se sai bem nos esportes e na beleza natural, mas peca nos quesitos relacionados ao governo e à produção industrial
São Paulo, 25 de Julho de 2006 – O Índice de Marcas das Nações, pesquisa conduzida pelo consultor internacional de governos Simon Anholt em parceria com a companhia fornecedora de soluções integradas para pesquisas de mercado GMI, apontou o Brasil na 26ª posição no ranking geral do segundo trimestre, entre as marcas de 35 países. Subindo um lugar em relação ao primeiro trimestre do ano, o país manteve o melhor desempenho nos itens relacionados à cultura e aos esportes, apresentando pior performance nos quesitos relativos às ações governamentais – o que inclui o tópico sobre violência – e a produção industrial para exportação.
Responderam à pesquisa, feita por meio da internet, 25.903 pessoas dos 35 países pesquisados das mais diversas áreas do globo, incluindo as nações do G8 e as principais economias mundiais, no período de 18 de maio a 4 de junho. Na 13ª posição no índice de cultura, a imagem do Brasil demonstra ter mesmo forte relação com os esportes. O país foi o oitavo colocado em relação à afirmação “Esse país está fortemente relacionado aos esportes”. Essa foi a afirmação que colocou o Brasil na segunda mais elevada posição da pesquisa.
O pior desempenho ficou com a área de exportação. O tema deixou o Brasil na 27ª posição. Nessa parte do estudo, os pesquisados são levados a relacionar a imagem do país com a idéia que fazem de sua produção industrial e a sua contribuição tecnológica para a humanidade. Outro aspecto do estudo, que leva em consideração as características dos governos dos países em questão, também deixou o Brasil com baixa performance. Na 25ª colocação, o país foi muito pouco relacionado à responsabilidade governamental no combate à pobreza e cuidados com o meio ambiente. No item segurança, o Brasil também teve mau desempenho. Ficou em 23° lugar em relação à afirmação “Esse país tem uma gestão responsável nas áreas de manutenção da paz internacional e segurança”.
No quesito turismo, o Brasil fica na 21ª posição em relação aos demais países. Quando convidados a atribuir pontuações em uma escala de 1 a 7 de acordo com o quanto consideram o país um bom destino para visitação, os pesquisados deram, em média, a nota 5,1. Na questão sobre beleza natural é que o Brasil obteve seu melhor resultado, alçando a sexta colocação como território mais relacionado à plástica de suas paisagens.
Outro quesito levado em consideração na pesquisa são as características da população das diferentes nacionalidades. No cômputo geral, os brasileiros ficaram com a 20ª colocação. Embora seja considerada bastante hospitaleira – com a sexta posição entre os demais países – a população brasileira perde muito sob a avaliação de sua performance profissional. A mão de obra do país fica na 30ª colocação quando as pessoas pesquisadas são convidadas a imaginar em qual país encontrariam pessoas bem qualificadas para trabalhar.
Sobre o Anholt Nation Brands Index
A pesquisa para definição do Índice de Marcas das Nações do segundo trimestre de 2006 foi realizada no período de 18 de Maio a 04 de Junho de 2006, com a tecnologia GMIPoll (www.gmipoll.com), que fornece soluções integradas para pesquisas de mercado globais pela internet. Uma amostra representativa de 200 a mil pessoas - divididas por idade, gênero e, quando aplicável, região geográfica, raça e etnia - foi coletada em cada um dos 35 países presentes no estudo. O próximo livro de Anholt, Competitive Identity - the New Brand Management for Nations, Cities and Region (Identidade Competitiva – o novo gerenciamento de marcas para nações, cidades e regiões), será publicado pela editora Palgrave Macmillan em setembro de 2006. Para mais informações sobre a metodologia da Anholt Nation Brands Index, entre em contato com a GMI (Global Market Insite, Inc.) no e-mail http://pt.gmi-mr.com/contact/ ou visite o site www.nationbrandsindex.com.
Sobre Simon Anholt
Simon Anholt desenvolveu o conceito de Índice de Marcas das Nações em 2005 e o primeiro índice foi publicado em maio do mesmo ano. Simon é reconhecido como uma das maiores autoridades no conceito de marcas de nações, regiões e cidades. Ele presta consultoria para governos internacionais, incluindo o da Inglaterra e as agências da Organização das Nações Unidas, em estratégias de marca, diplomacia pública, relações culturais, promoção de investimentos e exportações, turismo e desenvolvimento econômico. Simon Anholt é também editor dos jornais Place Branding e Public Diplomacy, e autor de livros como Brand New Justice e Brand América, entre outros. Sobre a GMI
A GMI (Global Market Insite, Inc.) é pioneira no fornecimento de uma solução integrada para pesquisa de mercado global por meio da Internet. Essa solução inclui o Net-MR, uma suíte de ferramentas de software para gerenciar e automatizar pesquisas através do ciclo de vida do projeto, um Bureau de Serviços 24/7 e painéis altamente selecionados e gerenciados através do processo “double opt-in”. A GMI oferece um dos maiores painéis do mundo, abrangendo 200 países. Fundada em 1999 e sediada em Seattle, Washington, a GMI opera nos cinco continentes. Mais informações em http://pt.gmi-mr.com or http://pt.gmi-mr.com/contact/.
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